lunes, febrero 18, 2008

O coletivo B

Somos os do coletivo B. De pequenos sofrimos a violência. Vimonos atacados, disparados, torturados, humilhados, encarcerados, calados, nenguneados...

Pero, nom todos morremos, os do coletivo B, que seguimos vivos, sofrimos também a nossa parte já que nos privarom da liberdade e vimos cair aos nossos companheiros... A reacçom natural a essa horrível vissom, foi a nossa rejeiçom. A súa violência nom a sofrimos direitamente, mas chegou ao máis profundo do nosso interior, marcounos dum jeito irreversível...

Hoje, a tempestade rematou, a nossa luita obtivo alguns resultados... mas nom é todo o que agardavamos... agora temos certo poder de decissom, e alguns abandonarom o coletivo B, pois já estam conformes. Pero nos nom estamos conformes, nem esquecemos a violência que nos impactou daquela maneira espantosa. Nos nom olvidamos tampouco aos nossos camaradas.

Pero o coletivo B, segue aí, a pesar do muito que sofrimos, a pesar do que nos dizimarom, a pesar da repressom. Também hai células novas neste coletivo... eles vinham coa súa existência em armonía, pero quando entrarom em contato com nós, aginha compreenderom o nosso sofrimento, e solidarizárom-se com nós e a nossa causa, minimizando assim a nossa dor. Agora somos todos os luitadores dumha causa que consideramos máis que justa, cremos que nom haverá justiça se nom conseguimos o que pretendemos.

Pero o coletivo B tem outra profunda ferida... o coletivo B nom está composto polas mesmas idéias justas coas que começamos. O problema vem do impacto que nos golpeou o nosso interior... a violência que recebimos quando eramos pequenos... em aqueles que nom morremos... alguns interiorizamos aquela dor e juramos luitar pra que ninguem mais a tivera que sofrir. Juramos que os nossos camaradas nom morreríam em vam e que dedicaríamos as nossas vidas para espalhâ-la súa mensagem... de maneira que aínda que eles estiveram mortos na vida real, nom era assim nos nossos coraçons, e fariamos chegar esse sentimento a quanta mais gente possível...

O problema está em que outros nom forom marcados desse jeito, senom que em eles a violência afetounos de maneira diferente. Eles sofrem constantemente por ter sido feridos no seu interior... so esperam que dalgum jeito este sentimento de profunda dor remate. Tratam de fazê-las suas vidas normalmente pero crem que pra eles já nom existe descanso possível... Utiliçam a mesma mensagem ca nós pero eles pretendem desfacerse dessa dor, infundíndolha aos nossos verdugos e a aqueles que nos golpearom, e incluso às vezes, gente inocente é vítima da súa toleira. Eles recordam aos caídos como gente à qual vingar a súa morte. Jurarom nom descansar até vê-los seus assassinos mortos... Simplemente o seu interior nom puido assimilar a dor e interiorizala... a dor possívelmente remataría com partes essenciáis da súa humanidade.

Nós, solidarizámonos com eles, pois compreendemo-la súa dor, fomos testigos do momento no que forom golpeados irremediávelmente. Cremos que a súa dor precissa atopar um descanso justo... pero o seu comportamento perjudica à nossa causa. Utilizando eles a violência, a gente doutros coletivos, cré que somos igual de assassinos ca os nossos verdugos, imposivilitam que mais gente nos compreenda e se una à nossa causa. Por esta razom, nom podemos deixar de sentir mais sofrimento ao ver como a nossa mensagem, a transmitida desde os nossos compatriotas defuntos, é criminalizada e desprestigiada polos nossos proprios companheiros... Umha causa justa destruida polos danos feitos nas nossas mentes fai tantos anos... Por isso, estamos entre a espada e a parede... sofrimos dobremente, pois luitar pola causa, está mal visto, por mor da atitude dos nossos companheiros feridos e abandonala é o peor que podemos eligir... E nestes momentos que maldicemos de novo aos nossos verdugos, por havernos maldicido desta forma, por atoparnos nesta situaçom... já nom por ter nas nossas cabeças às imagens dos nossos camarades mortos, senom de ver día a día, a imagem dos mortos em vida que nos acompanham.

E entom começa a espiral... pois muitos acabamos aceitando o que consideramos o nosso destino: a vingança. Unímonos aos companheiros vingativos, já que a dor que sentimos, nos está a perforar. Entre a espada e a parede, decidimos dar renda solta à nossa humanidade chea de dor, com bágoas nos olhos emprendemos este perigosso caminho mais, tuvemos eleiçom??

Pero a verdade é que sí a temos, mais nom todos confíamos nela... Aquí alguns cremos nela, como único jeito de conseguir luitar pola nossa causa, fazer honor aos caídos e recuperâ-la humanidade perdida das nossas células golpeadas: plasmar as nossas idéias e a nossa dor interior, nos livros, em blogs, na música, em todas partes... pra que todo o mundo conheça o nosso sofrimento, para atopar mais ombros nos que poder chorar, pero sobretodo, pra que as nossas justas idéias chéguem a todas partes... e a mensagem dos caídos nom caiam no olvido.

Assí é, nos nom ovidamos aos nossos camaradas, e nom imos deixar que ninguem utilice a nossa dor no seu proveito... nós, imos sacar aos nossos companheiros desse caminho equivocado de vingança, no que estam inmersos. Nom sigamos espalhando a violência, fagamos que estes métodos só sejam os deles, os dos nossos verdugos, pois eles os utilizarom num principio. A nossa causa é justa, nom precisamos a violência pra lutar por ela, pois o sentido comúm e a razom, apóiam-nos.

Saudaçons camaradas!

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